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Nossa História

O Eminentíssimo Senhor Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro D. Jaime de Barros Câmara, por ocasião do seu Jubileu Sacerdotal, criou por Decreto, em 1de janeiro de 1945, a Igreja de Santa Edwiges.

Como não dispunha de sede própria funcionou, inicialmente, na Capela do Hospital São Francisco de Paula (atual Hospital Quinta D’Or), da Venerável Ordem de São Francisco dos Mínimos. Recebeu da Paróquia de São Cristóvão, por desmembramento, a área territorial que passou a constituir a Paróquia de Santa Edwiges.

O primeiro Pároco foi o Pe. Alicio Ribeiro da Mota, empossado em 01/01/1945 pelo Mons. Manoel Gomos, Pároco da Igreja de São Cristóvão.

Iniciaram-se assim as atividades da Igreja, e já em abril de 1945 criava-se o Apostolado da Oração e a Pia União das Filhas de Maria. Em seguida, junho de 1945, a Cruzadinha Eucarística era implantada.

Outros párocos se sucederam e, em 26/02/1958, o Pe. Gino Righetti assume a Paróquia. O Senhor Cardeal, em maio de 1957, havia incumbido o Pe. Gino de encontrar um terreno para a edificação da Igreja, o que ocorreu em 11/08/1958, com a aquisição do terreno localizado na Rua Fonseca Teles que se estendia até a Rua Euclides da Cunha, com um declive de 14 metros.

Deste momento em diante inicia-se um gratificante trabalho para a consolidação da Igreja de Santa Edwiges em seu endereço próprio.

Primeiramente, de 1959 até 1962 a Igreja se estabeleceu em uma modesta Capela improvisada na sala da velha “Casa Amarela” existente na parte baixa do terreno (Rua Euclides da Cunha), que também já acomodava o Pároco Pe. Gino.

Nesta primeira fase um grande trabalho foi desenvolvido para a formação da nova comunidade cristã. Pe. Gino, missionário simples e humilde, cheio de confiança na Providência Divina visitava cada casa da região, comunicando a nova Igreja e conquistando a confiança das pessoas, consolidando novos paroquianos que sempre o apoiaram e semearam a atual comunidade comprometida com o Reino de Deus e devota a Santa Edwiges.

Neste período foram criados dois movimentos que retratavam o êxito obtido: a Legião de Maria  e o Movimento Familiar Cristão, mobilizando casais de paroquianos.

Em 02/11/1962 inicia-se a construção definitiva da Igreja, motivo de orgulho para a nova comunidade. Vários eventos sócio-culturais eram organizados e realizados objetivando arrecadar recursos para a construção, mobilizando os paroquianos, artistas e autoridades.

Neste momento a Capela da “Casa Amarela” precisa ceder lugar às obras e uma nova Capela de tábuas rústicas é construída no pátio da fábrica de Calçados Souto, gentilmente cedido na rua Fonseca Teles nº. 30. A primeira missa foi celebrada no dia 27/01/1963.

A obra se desenvolve e em 15/08/1962 uma missa campal é realizada e se abençoa o primeiro dos trinta e dois pilares do edifício de cinco andares que abrigará a Igreja no último andar.

Em dezembro de 1963 realizou-se a comemoração dos 25 anos de vida sacerdotal do Pe. Gino Righetti, ocasião que se realizou missa vespertina marcando a conclusão da laje no nível da rua Fonseca Teles.

O ano de 1964 foi marcado pela conclusão da primeira fase da construção, tendo em 15 de abril o prédio atingido o nível da rua Fonseca Teles.

Fato marcante foi a assinatura de contrato em maio deste ano, pelo Eminentíssimo Senhor Cardeal com a Congregação dos Padres Estigmatinos, cedendo a Paróquia “ad Nutum S. Sedis”, passando a gestão a ser exercida por esta Congregação.

Por decisão da comunidade toma posse, em 14/06/1964 o novo presidente do Instituto Administrativo Santa Edwiges criado para gerir as obras de construção da Igreja,  o Sr. Joaquim Ferreira Rego, importante comerciante do bairro.

Inicia-se a segunda fase da construção, administrada diretamente pelo Instituto e mais eventos sócio-culturais eram organizados e realizados.

Em 31/12/1964 a missa da passagem do ano foi realizada no prédio ainda em construção, marcando a primeira missa no novo prédio. Emocionou também  pela visão que se teve da inauguração da nova iluminação do Cristo Redentor, acionada do Vaticano pelo Santo Padre Paulo VI, oficializando o início do IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro.

Foi como se o Cristo Redentor de braços abertos estivesse olhando e abençoando a sua nova casa de adoração.

O ano de 1965 é marcante na vida da nossa comunidade, pois em 2 de maio a sede paroquial e as funções religiosas se instalam no novo edifício da rua Fonseca Teles nº. 109. A solenidade conta com a presença de várias autoridades eclesiasticas e leigas, tendo à frente Sua Eminência o Cardeal Dom Jaime de Barros Câmara e o Reverendíssimo Superior dos Estigmatinos da Província de Santa Cruz Pe. Constantino Tognoni, alem de uma multidão de paroquianos.

Em maio e junho de 1965 é outra época marcante da história da nossa Igreja. Festejos religiosos celebram a colocação da laje do teto e a doação feita pelo casal Raquel e Edson Siesus, da imagem entalhada em madeira de Santa Edwiges, que permanece até hoje no Santuário na entrada da Igreja.

As obras continuam e em 27/12/1965 é inaugurada a escadaria externa da Igreja que liga as ruas Euclides da Cunha à rua Fonseca Telas, elemento de destaque da Igreja facilitando o acesso à Igreja como a vida do bairro.

Nos próximos dez anos a comunidade, gradativamente, realiza obras de acabamento e de equipagem da Igreja destacando-se: 1966 – A instalação do crucifixo no centro da abside da Igreja; conclusão dos pisos mais fundamentais. 1970 – Revestimento de pisos e paredes; termino das salas de catequese e do consultório médico e dentário. 1971 – São concluídos quartos, banheiros, salas e depósitos. 1972 – Concluída a fachada e o gradil frontal. Inaugurado o novo presbitério e o altar de cobre vindos da Itália. 1973 – Os novos bancos (oitenta) são adquiridos e recebidos. 1974 – Instalação na fachada da Igreja do mosaico com a imagem de Santa Edwiges.

Finalmente em 1975 o prédio da Paróquia recebeu o “Habite-se”, caracterizando o final da construção da Igreja de Santa Edwiges, na rua Fonseca Teles nº. 109, Rio de Janeiro, capital.

Paralelamente ao período das obras (1962 – 1975) cresceram muito as atividades religiosas e sociais desenvolvidas pelos párocos e paroquianos. Todas orientadas pela Palavra Sagrada e incentivadas pela orientação espiritual do clero que ao longo deste tempo passou pela Igreja.

Neste segmento registra-se:

  • 1966 – intensifica-se o incentivo ao ensino religioso nas escolas do bairro, estimulando as crianças a freqüentarem sua paróquia. Neste ano com a chegada das irmãs do Divino Zelo, que fundam uma escola no bairro, aumentam as atividades de formação catequética em nossa igreja juntamente com a Legião de Maria.
  • 1968 – organiza-se a Missa da Juventude formando o primeiro núcleo de jovens que passam a encontrar o verdadeiro espírito de vida em comunidade e em família.
    Seguindo a orientação do Concílio Ecumênico, as missas dominicais se tornam mais alegres, com os paroquianos auxiliando na celebração. Especial atenção é dada neste ano a favela da Candelária (Mangueira) com a celebração da missa dominical, a catequese das crianças e a inauguração da creche. Transformando-se na Comunidade da Candelária.
  • 1970 – Realiza-se a visita Pastoral do Arcebispo do Rio de Janeiro, o Cardeal Dom Jaime de Barros Câmara, que permaneceu oito dias em nossa Paróquia participando ativamente das celebrações religiosas.
  • 1971 – prestam-se serviços ambulatoriais na Igreja, em vários segmentos atendendo as pessoas carentes.
  • 1973 – realizam-se visitas da Pastoral Carcerária ao Presídio Evaristo de Moraes todos os sábados, por grupos de paroquianos levando a palavra de Deus e celebrando uma missa mensal.
    Instala-se nas dependências da Igreja o movimento Mobral de alfabetização.
  • 1975 – realiza-se no dia 19 de outubro solenidade em homenagem do Venerável Gaspar Bertoni, fundador da Congregação dos Estigmatinos, à qual pertencem os padres da nossa Paróquia, a ser beatificado no dia 1 de novembro deste ano pelo Papa Paulo VI. Neste ano não se tem nenhuma dúvida de que a Paróquia de Santa Edwiges está formada e consolidada. Construção concluída e atividades religiosas e pastorais em pleno funcionamento.

Deste ano em diante só tem crescido a devoção a Santa Edwiges, os cristãos que freqüentam nossa paróquia hoje transcendem os seus limites geográficos, alcançando moradores de toda a cidade do Rio de Janeiro e muitos vindos de outros municípios.

Testemunho claro, podemos ver por ocasião do dia de nossa padroeira, 16 de outubro, quando nossa Paróquia recebe a visita de mais de 100.000 devotos.

Toda esta história fez com que em 28/10/2009, o Pároco Pe. Divino Alves Pereira da Silva, CSS solicitasse ao Reverendíssimo Dom Orani João Tempesta, Arcebispo Metropolitano do Rio de Janeiro, que fosse erigido canonicamente o Santuário Santa Edwiges.

No dia 30/05/2010 em Missa solene presidida por Dom. Orani João Tempesta foi lido o Decreto de criação do Santuário Arquidiocesano Santa Edwiges, fruto do reconhecimento da grande devoção demonstrada pelos fieis de todos os locais da Cidade e do Brasil, que comparecem durante todo o ano agradecendo e pedindo graças por intermédio de Santa Edwiges.