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Pastoral do Dízimo

Que bom que você se interessou pelo assunto. Não se preocupe se tem dúvida, é mesmo um tema instigante, conheça um pouco da história.

A origem do Dízimo data do tempo de Abraão, na origem das Escrituras Sagradas. Naquela época Deus dividiu os povos em tribos, cabendo a elas uma missão e crescer e se desenvolver.

Especificamente Deus impôs à tribo de Levi a missão de cultuar e propagar o Deus único, criador de todas as coisas animadas ou não. Assim todos os demais deviam orar e cultuar a Deus por intermédio dos levitas, sacerdotes descendentes de Levi.

A todas as outras tribos, Deus deu terras e meios de promoverem a subsistência através da produção de bens. Porém a Levi, Deus não designou bens materiais nenhum.

Deus estabeleceu também a forma como os cultos deveriam ser realizados, orientando inclusive o local apropriado.  Assim, para que os levitas desempenhassem a missão à eles confiada por Deus, enriquecendo espiritualmente todas as demais comunidades, como qualquer outra atividade era preciso elementos básicos.

Com este fim estabeleceu-se a prática do Dízimo.

A Bíblia no Antigo Testamento está recheada de citações em seus vários livros sobre a prática do Dízimo, uma pesquisa poderá ser realizada e muito irá contribuir para a conscientização desta prática.

Em essência, a prática naquela ocasião era de se separar um décimo do resultado do trabalho de cada um, e entregá-lo ao levita da comunidade, oferecimento à Deus como forma de expiação dos pecados e para amparo aos mais desfavorecidos.

No transcorrer da história as práticas sociais foram se alterando naturalmente e o Dízimo foi se adaptando sem perder o conceito original.

O Novo Testamento não trás tantas citações sobre a prática do Dízimo uma vez que Deus se materializou em Jesus Cristo a fim de realizar as profecias e estabelecer novas práticas para a remissão dos pecados, culminando com sua morte na cruz e ressurreição, momento em que expiou os pecados daqueles que seguem seus ensinamentos. Com isto perde o sentido para os cristãos a prática do Dízimo para a expiação de seus pecados.

Porém Jesus estabeleceu novas práticas religiosas e impôs aos apóstolos a missão de realizá-las e difundi-las. Assim continuam existindo necessidades materiais para a prática religiosa e para o amparo aos desfavorecidos

Atualmente, os mandamentos da Igreja Católica definem como dever do cristão: “Atender às necessidades materiais da Igreja, cada qual segundo as próprias possibilidades”. Neste sentido é que o cristão comprometido com os ensinamentos de Jesus deve refletir e adotar a prática do Dízimo.

Não devemos ver a prática do Dízimo como forma de alcançarmos graças e nos libertarmos dos pecados cometidos. A prática do Dízimo não é uma atitude de conquista e sim uma atitude de reconhecimento da presença de Deus em nossas realizações materiais e espirituais. Com a prática do Dízimo nós não compramos a nossa salvação, portanto Dízimo não é “pagamento”, com o Dízimo acreditamos que tudo que temos vem das possibilidades que Deus nos brindou.

Ao praticarmos o Dízimo, devolvemos a Deus para as causas identificadas na sua palavra, parte do que Ele nos propiciou.

O s recursos recebidos com os dízimos são utilizados em tres dimensões: 1ª – A Dimensão Religiosa orientada para suprir as necessidades das atividades cotidianas da Igreja e dos seus ritos; 2ª – A Dimensão Social orientada para as ações caritativas junto aos mais necessitados e; 3ª – Dimensão Missionária orientada para as iniciativas de evangelização da humanidade, em todos os cantos do planeta.  

A Pastoral do Dízimo do Santuário Santa Edwiges atua para que todos sejam dizimistas conscientes, com a certeza de estarem crescendo perante Deus e como cristãos. Não se preocupe com os destinos do seu Dízimo, esta responsabilidade será de outros, que como você tem compromisso com a fé e a missão cristã.